O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem esperança de que Jair Bolsonaro mantenha intocada a estrutura de sua pasta, caso vença o segundo turno das eleições. Por ora, contudo, Guedes prefere não comprar briga com o presidente.
Segundo a coluna Radar da edição desta semana da Revista Veja, impedir que o Ministério da Economia seja esquartejado é visto pelo Posto Ipiranga como uma “guerra para depois da eleição”.
A revista acrescenta que Guedes ainda acredita que Bolsonaro reconhecerá sua contribuição para reelegê-lo e, em troca, preservará o atual desenho do ministério, que reuniu as antigas pastas da Fazenda, do Planejamento, e da Indústria e Comércio.
Segundo a Veja, Guedes “se considera o grande motor de votos do presidente”.
O problema é saber se Bolsonaro e seu núcleo mais próximo, composto por seus filhos, concordam. Isto, porque, segundo diversos veículos de imprensa, a família estaria bastante insatisfeita com o papel de Guedes na eleição.
Os coordenadores da campanha culpam Guedes por resistir a adotar medidas econômicas que, na sua avaliação, poderiam melhorar o desempenho de Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos e pavimentar o caminho de sua reeleição.
Um exemplo seria o embate, em meados do ano, entre Guedes e a campanha em torno de subsídios temporários que reduziriam os preços dos combustíveis, tema sensível para a base bolsonarista e a classe média.
Ontem (14), em comício em Minas Gerais, Bolsonaro voltou a prometer a recriação do Ministério da Indústria e Comércio, caso se reeleja, e a nomeação de um mineiro para comandá-lo. A antiga pasta hoje é uma secretaria do Ministério da Economia.
Prêmio Os + Admirados da Imprensa!
Money Times é finalista em duas categorias do Prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças. O site concorre na categoria Canais Digitais e com o jornalista Renan Dantas na categoria Jornalistas Mais Admirados. Deixe seu voto aqui!
 
Última atualização por Márcio Juliboni – 15/10/2022 – 12:51

source