Colaboração para o UOL, em Maceió
14/10/2022 19h01
O rei Charles 3º se mostrou favorável a realização de um teste de DNA para elucidar o assassinato de Eduardo V, rei que não chegou a ser coroado, e ao príncipe Ricardo, de 12 e 9 anos, respectivamente, mortos há 539 anos.
Conhecidos como “Os Príncipes da Torre”, os dois irmãos teriam sido trancados na Torre de Londres em 1483, por um tio, o então duque de Gloucester, Ricardo, a fim de impedir que Eduardo assumisse o trono, e ele pudesse reivindicar a realeza para si mesmo como rei Ricardo 3º.

De acordo com a lenda, após serem presos na torre, os dois príncipes nunca mais foram vistos. Eles teriam sido assassinados a pedidos de Ricardo 3º como forma de eliminar qualquer ameaça ao seu reinado.
A história do rei que mandou prender e matar os sobrinhos foi retratada em uma peça intitulada “Ricardo 3º”, escrita por William Shakespeare. Entretanto, historiadores acreditam que tudo não passa de uma lenda para manchar o reinado de Ricardo. Porém, o fato é que os irmãos desapareceram e nunca mais foram vistos.
Nos últimos anos, diversos especialistas tentam a oportunidade para realizar um teste de DNA nos corpos de duas crianças encontradas na Torre de Londres em 1600, e de outras duas crianças encontradas nos terrenos do Castelo de Windsor em 1700, a fim de solucionarem o mistério sobre o desaparecimento dos príncipes.
Como os quatro corpos estão enterrados em criptas reais, é necessário autorização do rei para a realização do teste, o que sempre foi negado pela rainha Elizabeth 2º— a monarca morreu em setembro.
Agora com Charles 3º no reinado, a curadora-chefe conjunta dos Palácios Reais Históricos, Tracy Borman, contou ao Daily Mail que o novo rei “tem uma visão bem diferente” da rainha, e “gostaria que uma investigação fosse em frente, para que possamos determinar como os jovens membros da realeza morreram”.
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