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A abstenção de 20,9% registrada no primeiro turno —a mais alta em eleições gerais desde 1998, embora muito próxima à de 2018— poderia ter sido maior, não fosse o aumento da participação dos idosos neste ano.
Ao todo, 32,7 milhões de eleitores se ausentaram, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas, na contramão do que ocorreu entre os mais jovens, o comparecimento cresceu nas faixas etárias mais longevas, especialmente dos 60 aos 79 anos.
Mesmo com o voto facultativo, o índice de abstenção entre os septuagenários caiu 5 pontos percentuais, de 52% nas duas edições anteriores para 46,6% neste ano. Entre os sexagenários, ainda obrigados a votar, a diminuição foi de 16% para 14,3%.
No grupo dos 18 aos 29 anos, em contrapartida, essa taxa aumentou de 19,8% há quatro anos para 21,9% na atual edição.
Um dos fatores que pode ter contribuído para a ida dos mais idosos às urnas é a portaria publicada em fevereiro pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) segundo a qual o comprovante de votação passa a valer como prova de vida para aposentados e pensionistas.
A novidade reduz a burocracia em comparação a outros documentos ou procedimentos aceitos pelo órgão, como declaração de Imposto de Renda e renovação recente de passaporte ou carteiras de trabalho, identidade e motorista.
O assunto teve destaque na propaganda de Jair Bolsonaro (PL). Na semana passada, a ministra Cármen Lúcia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ordenou a remoção de um vídeo de campanha do candidato à reeleição sobre o tema.
“Agora é lei […] Apenas o seu voto já é suficiente para garantir os benefícios do INSS […] Pelo bem do Brasil, vote 22”, diz a peça. Para a magistrada, a narração induz o eleitor a acreditar que a prova de vida estaria vinculada ao voto em Bolsonaro.
O tribunal também identificou e desmentiu um texto enganoso compartilhado em aplicativos de mensagem, segundo o qual os sistemas do TSE e do INSS estariam conectados e os aposentados deveriam votar “no 22” para ter a prova de vida validada.
Em números absolutos, o comparecimento de idosos das faixas facultativas (70 anos ou mais) cresceu de 4,5 milhões há quatro anos para 6,1 milhões nesta eleição. O total de eleitores aptos neste grupo tinha crescido de 12 milhões para 14,8 milhões, acompanhando o novo recorde de brasileiros habilitados a participar das eleições, com 9,1 milhões a mais em relação a 2018.
Projeção baseada nas taxas de abstenção dos pleitos anteriores sugere um acréscimo de 620 mil a 740 mil eleitores além do esperado para os grupos dos septuagenários em diante. Se a ausência se mantivesse nos mesmos patamares de 2018 e 2014, a expectativa seria entre 5,3 milhões e 5,5 milhões.
A diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro no primeiro turno foi de 6,2 milhões de votos.

A alta abstenção e a falta de padrões claros para diagnosticar esse fenômeno desafiam as estratégias dos dois presidenciáveis até a decisão do próximo dia 30. Além dos 9,8 milhões de votos dados a outros candidatos, Lula e Bolsonaro tentam pescar novos apoios neste mar com 32,7 milhões de eleitores que se ausentaram no primeiro turno.
Historicamente, a abstenção sempre foi maior na segunda rodada das eleições gerais. A diferença mais ampla foi registrada em 2010, quando o número de ausentes subiu 19% do primeiro para o segundo turno. Na edição passada, esse aumento foi de 5%, ou 1,4 milhão de eleitores a menos entre as votações.
Neste ano, uma coincidência que pode contribuir ainda mais para o aumento das ausências é o fato de o segundo turno ter sido marcado para um fim de semana entre feriados: o Dia do Servidor Público (28 de outubro) e o Dia de Finados (2 de novembro).
Uma das principais preocupações das campanhas é a desmobilização dos aliados e da militância após a conclusão das eleições para cargos legislativos e, principalmente, nos estados que escolheram seus governadores já no primeiro turno.
A julgar pelos dados mais recentes, a vitória antecipada dos mandatários nos estados não parece diretamente relacionada a um menor comparecimento dos eleitores na segunda votação.
Em 2018, as abstenções nos vizinhos Goiás e Mato Grosso do Sul, por exemplo, subiram de forma paralela entre os turnos (7%), mas apenas o primeiro estado havia definido antecipadamente o governador. Um dos maiores aumento do país naquele ano —de 17% para 23% de ausentes— foi registrado no Amapá, onde a eleição local se resolveu apenas na segunda rodada.
Na edição passada, 13 estados decidiram seus rumos de maneira antecipada. Nos dados agregados, a abstenção no segundo turno ficou em 20,2% nas unidades federativas onde o governador havia sido eleito, e em 19,8% nos demais.
Neste ano, 15 estados já definiram a eleição para o governo. São cinco na região Norte (Acre, Amapá, Tocantins, Roraima e Pará), quatro no Nordeste (Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte), três no Centro-Oeste (Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás), dois no Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro), e um na região Sul (Paraná).
Ao todo, 82,9 milhões de eleitores (53,3%) vivem nos estados onde a disputa local ano será decidida no segundo turno. Os outros 72,7 milhões (46,7%) estão nas unidades em que o futuro mandatário já é conhecido.
De acordo com os dados do TSE, a abstenção no primeiro turno deste ano foi ligeiramente maior entre os homens (22%, contra 20% das mulheres) e entre as faixas do eleitorado com menor nível de escolaridade (52% entre analfabetos e 32% entre quem apenas lê e escreve).
Uma dificuldade para análise das abstenções, contudo, é a desatualização das informações de muitos eleitores. Dos 156 milhões de aptos a votar neste ano, 24% ainda não fizeram o recadastramento biométrico.
Nas cidades com a biometria, a ausência nas urnas (20,1%) foi um pouco inferior ao índice geral registrado no país.
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